Plano proposto por Hyppolyte Léon Denizard Rivail para melhoria da Educação publica em 1828

Allan Kardec (Hyppolyte Léon Denizard Rivail)
ano de 1828 aos 24 anos 

 
“Todo mundo fala da importância da educação, mas, para a maioria, esta palavra tem um significado extremamente vago, porque poucas pessoas chegaram a fazer uma idéia precisa de tudo o que ela abarca.
Vê-se-a geralmente apenas no sistema de estudos e este erro é uma das principais causas do pouco progresso que ela realizou.

Uma outra causa desse atraso prende-se a um preconceito geralmente aceito contra tudo o que se liga a esta profissão, o que afasta grande número de homens que, por seu mérito, poderiam contribuir para o seu progresso.”

 A educação é a arte de formar os homens, isto é, a arte de fazer eclodir neles os germes da virtude e abafar os do vício; de desenvolver sua inteligência e de lhes dar instrução própria às suas necessidades;  enfim de formar o corpo e de lhe dar força e saúde.

Numa palavra, a meta da educação consiste no desenvolvimento simultâneo das faculdades morais, físicas e intelectuais. Eis o que todos repetem, mas o que não se pratica.

A fonte das qualidades morais se acha nas impressões que a criança recebe desde o seu nascimento, talvez mesmo antes, e que podem agir com mais ou menos energia sobre o seu espírito, para o bem ou para o mal.

Tudo o que ela vê, tudo o que ela ouve, a faz experimentar impressões.

Ora, assim como a educação intelectual consiste na soma das idéias adquiridas, a educação moral é o resultado de todas as impressões recebidas.

Cada objeto, que a criança vê, lhe dá uma idéia, e cada palavra, que ela escuta ou cada ação de que ela é objeto ou testemunha, a faz experimentar uma impressão; a mesma impressão, mantida durante um certo tempo e freqüentemente repetida, fá-la contrair um hábito.